quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sofrer demais é opção?

Sem querer começar a coluna pagando de observadora nem nada,é muito interessante ver como as pessoas reagem de maneiras diferentes aos problemas.
Você deve ter alguma amiga assim:quando acontece algo dramatico na vida dela,digamos,no dia do aniversario,levar um pé na bunda sem explicação do namorado de um ano,ela chora,se descabela e tal,mas,uma semana depois,está lá,toda serelepe de novo.
Exemplos do tipo oposto tambem são facies de ser encontrados:aquela pessoa que chora praticamente todas as noites porque o cachorro morreu...
Cinco anos atras.
Bem,tambem existem os de meio-termo,mas,como eles não são tão divertidos,vamos voltar a falar dos extremos.
Fico aqui pensando:sofer demais ou de menos por alguma coisa é uma opção que agente faz,ou cada um de nós pegou uma ficha quando nasceu (sofredores nessa fila,serelepes na outra),e a coisa não tem mais volta?
É meio frustante pensar que o nosso temperamento é do jeito que é e não tem ouro jeito.
Afinal,uma pessoa que ouve musicas tristes,em vez de respirar fundo e tentar superar o ocorrido fica presa ao passado,em vez de tentar olhar para a frente e,se tenta,garante que não consegue engolir o choro e seguir adiante, como uma criança que olha para as outras crianças e não pode brincar com elas.
O que quero dizer é: essa coisa de cada um ter pegado sua ficha quando nasceu me parece meio cruel.
Por outro lado,tamebm é um pouco cruel pensar que sofrer é exclusivamente uma opção que agente faz,como pedir comida chinesa em vez de pizza pelo telefone.
Você já deve ter passado por alguma situação dificil,em que tentou ver o lado bom da historia,mas não conseguiu.
Tentou,sei lá,esquecer alguem,mas achou completamente impossivel.
Ai,nessas horas,seria bem chato ouvir um "sua idiota,você está triste por que qué".
Não é bem assim, né? Nem sempre é facil manter a alegria,e talvez mantela seja mais facil para uns do que para outros,mesmo.
Além disso,mesmo as pessoas as serelepes podem,um dia esbarrar numa tristeza que mexa muito com elas.
Não sou psicologa,mas acho que é mais ou menos por ai:o tanto que agente sofre não é uma irreversivel questão de nascimento nem uma mera opção.
Mesmo que agente tenha uma tendencia para sofrer muito,podemos aprender a abreviar nossos periodos de amargura.
Afinal,que chato seria viver sem poder aprender!
Reduzir o sofrimento a uma questão simples de escolha,como pizza ou comida chinesa,me parece muito simplista,então,que seja uma escolha muito especial,meio dificil,reafirmada constantemente,e sem paranoias.
É o que eu acho.

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